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Ieda Almeida

  • Terça-Feira, 21/08/2018

    Os filhos não podem tudo. Cabe aos pais impor limites

    As crianças aprendem a comportar-se em sociedade ao conviver com outras pessoas, principalmente com os próprios pais. A maioria dos comportamentos infantis é aprendida por meio da imitação, da experimentação e da invenção.

     

    Se os pais permitem que os filhos, por menores que sejam, façam tudo o que desejam, não estão lhes ensinando noções de limites individuais e relacionais nem lhes passando noções do que podem ou não podem fazer.

     

    Os pais usam diversos argumentos para isso: “Eles não sabem o que estão fazendo”. “São muito pequenos para aprender.” “Sabemos que não devemos deixar…, mas é tão engraçadinho.”

     

    É preciso lembrar que uma criança, quando faz algo pela primeira vez, sempre olha em volta para ver se agradou alguém. Se agradou, repete o comportamento, pois entende que agrado é aprovação – e ela ainda não tem condições de avaliar a adequação do seu gesto.

     

    Portanto, cada vez que os pais aceitam uma contrariedade, um desrespeito, a quebra de limites, estão fazendo com que seus filhos rompam o limite natural para seu comportamento em família e em sociedade.

     

    Apesar de serem mais fortes, os pais que não reagem à quebra de limites dos filhos acabam permitindo que estes, muito mais fracos, os maltratem, invertendo a ordem natural de que o mais fraco deve respeitar o mais forte.

     

    A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o que é essencial e supérfluo, e assim por diante.

     

    Pedir um brinquedo é aceitável, mas quebrar o brinquedo meia hora depois de ganhá-lo e pedir outro, é inaceitável. É importante estabelecer limites bem cedo e de maneira bastante clara, pois, mais tarde, será preciso dizer ao adolescente de quinze anos que sair para dar uma volta com o carro do pai não é permitido, e ponto final.

     

    O estudo é essencial; portanto, os filhos têm obrigação de estudar. Caso não o façam, terão sempre que arcar com as consequências de seus atos, e estas deverão ser previamente estabelecidas pelos pais.


    Só poderão brincar depois de estudar, por exemplo. Naquilo que é essencial, os pais deverão dedicar mais tempo para acompanhar de perto se o combinado está sendo respeitado. Os filhos precisam entender que têm a responsabilidade de estudar e que seus pais os estão ajudando a cumprir um dever que faz parte da “brincadeira” da vida.

     

    *Livro: Disciplina – Limite na medida certa, de Içami Tiba. Editora Integrare.

  • Segunda-Feira, 20/08/2018

    O poder do abraço

    Aproxime-se mais… Tente sentir do que um abraço é capaz. Quando bem apertado, ele ampara tristezas, combate incertezas, sustenta lágrimas, põe a nostalgia de lado. É até capaz de diminuir o medo.

     

    Se for cheio de ternura, ele guarda segredos e jura cumplicidade. Um abraço amigo de verdade divide alegrias e fica feliz em comemorar, o que quer que seja… Abraços são pequenas orações de fé, de força e energia.

     

    Há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer. Abrace-o. O pior que pode acontecer, é ganhar de volta um sorriso de carinho, ou quem sabe, uma palavra sincera.

     

    Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida, pode ser um eterno céu de primavera. Aproxime-se mais e tente sentir do que um abraço é capaz!

  • Sexta-Feira, 17/08/2018

    Se alguém não cuidar de ti, outra pessoa vai. Se alguém não te valorizar, outra pessoa vai

    Sempre vai existir quem queira o que o outro despreza. Sempre vai existir alguém disposto a fazer por ti aquilo que outra pessoa não faz.

     

    Todos os dias novas opções surgem na vida de cada um, o que leva algumas pessoas a nem sempre escolherem o mais acertado no momento e a se arrependerem mais tarde.

     

    Outras vezes as pessoas simplesmente não se dão conta de que o que possuem na sua vida já lhes basta, e continuam a insistir em manter os olhos lá longe, focando a sua atenção em outros objetivos ou em outras pessoas, ao mesmo tempo que ignoram quem está ali bem juntinho, bem ao seu lado.

     

    Muitas vezes as pessoas vão perdendo alguém a pouco e pouco, uma vez que estão por perto, mas, na verdade, nunca estão realmente com essa pessoa.

     

    Ninguém suporta por muito tempo ficar perto de alguém que não se importa consigo nem retribui o carinho, ninguém suporta por muito tempo ficar perto de alguém que não oferece apoio nem ajuda, em nenhum momento dos dias, como se tudo fosse mais importante do que a pessoa que está e sempre esteve ali ao seu lado.

     

    Cabe a cada um perceber quando é que nada mais ali faz sentido, cabe a nós mesmos perceber que é um suicídio lento e gradual permanecer junto de quem não se esforça para reconhecer a nossa dedicação nem aquilo que fazemos por si. Amar alguém sem ter amor-próprio nunca dá certo, pois assim haverá sempre alguém dando mais sem receber nada.

     

    É preciso não nos esquecermos de que podemos sempre recomeçar, inclusive longe de quem tanto nos parecia vital, de quem parecia ser indispensável, longe daquele ambiente sufocante que achávamos insubstituível. Não se trata de ser um desistente, trata-se de sobrevivência.

     

    É preciso acreditar que somos o suficiente para alguém, que merecemos retorno emocional na mesma medida, que existe felicidade possível, que amar e ser amado é algo a que temos direito.

     

    Tudo isso nos fará despertar por dentro, para que possamos trazer para junto das nossas vidas as coisas e as pessoas que acrescentam valor ao que temos de mais especial dentro de nós.


    *Prof Marcel Camargo

  • Quinta-Feira, 16/08/2018

    Antigamente, eu tirava satisfação. Hoje, eu tiro a pessoa da minha vida e sigo em paz

    Uma ou outra hora, iremos nos deparar com alguma fofoca que fizeram a nosso respeito, ou com alguma maldade que armaram contra nós. Nem todo mundo gostará da gente e existirão pessoas que, além de não gostar, tentarão nos colocar em maus lençóis.

     

    Pessoas que invejam são perigosas, porque, em vez de se motivarem a conseguir aquilo que estão invejando, querem tirar do outro o que ele possui. Invejosos não se lançam para alcançar conquistas, mas são motivados pelo ódio, pela raiva, por conta de uma autoestima em frangalhos. Sentem-se inferiores e incapazes de sair do lugar, por isso ficam estagnados, tentando derrubar o outro.

     

    Quando chega aos nossos ouvidos alguma mentira plantada por alguém a nosso respeito, nossa primeira reação é querer tirar satisfação com a pessoa, pois a raiva nos domina de imediato. A gente leva um tempão para firmar nossos valores, para conquistar o que temos, ou seja, dói saber que tem alguém querendo destruir aquilo. Dói ainda mais quando se trata de alguém próximo.

     

    No entanto, tentar argumentar com pessoas desse nível é inútil, uma vez que elas usam de dissimulações e de maldade, ou seja, jamais conseguiremos nos rebaixar ao nível delas, tampouco merecemos prestar esse tipo de papel. Pessoas maldosas são baixas e desprovidas de escrúpulos, baseiam-se em mentiras para viver, coisa que foge completamente aos nossos princípios. Discutir com esse tipo de gente servirá apenas para tirar a nossa paz desmerecidamente.

     

    Sejamos mais práticos: em vez de tirar satisfação, tiremos a pessoa de nossa vida. Dessa maneira, estaremos nos preservando, poupando nossa saúde física e mental, sem comprometer o bom andamento de nossa jornada, sem ter que parar o que é importante para perder tempo com gente babaca. Agindo assim, seremos mais felizes, com toda certeza.

     

    *Prof Marcel Camargo

  • Quarta-Feira, 15/08/2018

    Mediocridade afetiva

    Infelizmente a mediocridade afetiva está em moda. Não é à toa que tantas pessoas estão assoladas pela depressão, pela extrema ansiedade, pelos distúrbios alimentares. Talvez estas pessoas sejam as mais sãs porque realmente é complicado demais viver cercado por tanta polidez indiferente, por tanta cortesia gelada, por tantos sorrisos inexpressivos, gentilezas mecânicas, palavras que não significam nada.


    De todas as mediocridades que assolam a raça humana, provavelmente, a pior é a afetiva. Algumas pessoas se gabam e se sentem superiores e mais espertas, maduras e bem resolvidas porque oferecem amor a conta gotas. Não dispõe uma migalha de simpatia e carinho com medo de desperdiçarem um pouco do seu afeto.

     

    Não sabem escutar, não sabem entender. E nem querem. Pior ainda. Criticam quem escuta, quem entende. Acham perda de tempo pois escutar problema não dá dinheiro, não é divertido.

     

    Confundem amigos verdadeiros com parceiros para tomar chope de vez em quando. Acham normal pularem fora quando um dos parceiros de barzinho fica na pior. Não entendem e talvez nem queiram entender mesmo o valor de uma amizade, o valor de um amor verdadeiro.

     

    Não veem diferença entre uma transa por amor e outra para passar o tempo. Não entendem que para alguns o amor é o ingrediente secreto do sexo. Mais do que isso. Fazem troça dos românticos como se estivessem num patamar superior: a terra do erotismo robótico.

     

    Não se envolvem com ninguém. Não se comprometem por nada. Não conseguem encarar uma conversa séria, uma crise afetiva, se apavoram diante de qualquer profundidade. Optam pela superfície com orgulho, com um arrogante sentimento de distinção.

     

    Fazem tudo por etiqueta, porque os outros fazem. Não conseguem se emocionar pra valer com nada. Podem até chorar diante de um filme triste, mas não dão a mínima para quem sofre ao lado. Trabalham durante anos com as mesmas pessoas sem conseguir desenvolver nenhum tipo de laço verdadeiro com ninguém. Terminam relacionamentos como quem cancelam um cartão de crédito.

     

    Encaram os amigos como meros companheiros para um cinema ou uma festa quando não tem nada melhor para fazer. Entopem os filhos de presentes caros para compensar a negligência afetiva. Não se indignam com a miséria vivida por tantas pessoas. Acham que é normal viver abaixo da linha da pobreza.

     

    Os sorrisos são calculados. Trata as pessoas com simpatia controlada, formal, protocolar, nada que vá além do verniz das aparências. Não gostam nem desgostam. Vivem como zumbis emocionais ironizando tudo e todos que brilham, que queimam.

     

    Infelizmente a mediocridade afetiva está em moda. Não é à toa que tantas pessoas estão assoladas pela depressão, pela extrema ansiedade, pelos distúrbios alimentares. Talvez estas pessoas sejam as mais sãs porque realmente é complicado demais viver cercado por tanta polidez indiferente, por tanta cortesia gelada, por tantos sorrisos inexpressivos, gentilezas mecânicas, palavras que não significam nada.

     

    A vida se faz no encontro, nas relações que ultrapassam os limites da epiderme. Quem se poupa demais, quem se protege demais, se livra da dor, mas se priva também da alegria e do essencial da vida, que é transformar e ser transformado pelas pessoas.


    *Sílvia Marques

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