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Ieda Almeida

  • Terça-Feira, 19/06/2018

    Não se torne prisioneiro do passado

    Eu não forço mais as coisas.

     

    O que flui, flui. O que termina, termina.

     

    E o que tiver que ser, será. E se não for, tudo bem, porque eu só tenho espaço e energia em minha vida, para pessoas e coisas que me façam feliz.

     

    Temos uma mania feia de querer controlar tudo, na verdade eu diria até que somos audaciosos demais, quando achamos que as coisas vão acontecer quando e da maneira que a gente quiser. Estamos todos em uma jornada, estamos aqui para aprender a viver de verdade. Não existem fórmulas secretas, ou respostas prontas.

     

    Existe você, sua alma, seu espírito, e uma vida para ser usufruída. O desafio está em como você decide se posicionar diante de tudo o que te acontece durante a jornada.

     

    O que vai te motivar? O dinheiro? O poder? A fama? O sucesso? Quem você vai querer impressionar e porque? A escolha é sua, e totalmente livre.

     

    É preciso lembrar que para cada escolha, existe uma renúncia, e para cada ação, uma reação.

     

    E por falar em escolhas, saiba que a todo momento decidimos os próximos capítulos de nossa vida, cada rua que viramos, cada ônibus que pegamos, cada pessoa que olhamos nos olhos, nos levarão, a algum lugar. Então cuidado com as suas escolhas.

     

    Aprecie todas os presentes que Deus nos dá, seja grato pela liberdade de poder ser e fazer o que bem quiser, seja livre em sua essência, seja livre para deixar sua alma brilhar, e seu espírito evoluir.

     

    Não se torne prisioneiro do passado.

     

    O que não foi benção foi lição, e não uma sentença de morte.

     

    Errou? Aprenda, não repita e apenas continue.

     

    Independente de tudo, viva, encontre seu propósito, se apaixone pela simplicidade, se encante com as verdadeiras belezas, e não se engane com as falsas promessas e propagandas enganosas, nem tudo que reluz é ouro. Às vezes toda a beleza e fortuna de um diamante estão bem diante de você, e só é preciso um pouco de esforço e trabalho para lapida-lo.

     

    Molduras bonitas, não salvam quadros ruins, então olhe com os olhos da alma, e sobre tudo que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às fontes de vida.


    *Wandy Luz

  • Segunda-Feira, 18/06/2018

    A casa pequena: uma parábola para ver a vida com outros olhos

    Um homem, atormentado pela difícil situação em que vivia, foi pedir conselhos a um rabino.

     

    – Rabino, minha casa é muito pequena. Eu moro com minha esposa, meus filhos e meus sogros em uma sala, vivemos nos esbarrando. Passamos o dia gritando um com o outro. Eu não sei o que fazer – ele disse em um tom desesperado.

     

    O rabino perguntou se o homem tinha uma vaca. Ouvindo-o responder que sim, então o rabino aconselhou a colocá-la dentro da casa também.

     

    O homem ficou perplexo com o conselho do rabino, mas o seguiu ao pé da letra, de modo que, uma semana depois, voltou reclamando que tudo era muito mais desagradável do que antes.

     

    – Também coloque suas duas cabras em casa – o rabino o aconselhou.

     

    Mais uma vez, o homem seguiu o conselho, mas retornou novamente explicando que a situação havia piorado.

     

    O rabino perguntou se haviam outros animais ainda. Quando o homem respondeu que só tinha um cachorro e algumas galinhas, o rabino disse a ele para colocá-los na casa e retornar na semana seguinte.

     

    Desconcertado, o homem voltou para casa e seguiu o conselho do rabino, mas desta vez, quando voltou, ficou fora de si.

     

    – Isso é insuportável! Eu tenho que fazer alguma coisa ou vou ficar louco. Por favor ajude-me!

     

    – Ouça com atenção: pegue a vaca e leve para o estábulo e as cabras para o curral, deixe o cachorro fora de casa e devolva as galinhas para o galinheiro. E em poucos dias venham me ver novamente.

     

    Quando voltou, o homem estava eufórico.


    – Ah, rabino! Agora em casa há muito mais espaço, só há minha esposa, meus filhos e meus sogros!

     

    Existem situações difíceis de tolerar. Não há dúvida. Mas na maioria das vezes somos nós que perdemos a perspectiva e adicionamos mais pressão a uma realidade que não é tão ruim quanto a desenhamos. Às vezes, precisamos que as coisas piorem para valorizar o que tínhamos, como aconteceu com o homem da história. O problema é que nem sempre é possível voltar atrás.


    A adaptação hedonista, ou porque não valorizamos o que temos

     

    A adaptação é um mecanismo que nos permite sobreviver mesmo nas condições mais adversas. Quando nosso ambiente muda, implantamos uma série de recursos que nos permitem adaptar-nos às novas circunstâncias. Essa é a razão pela qual conseguimos superar a morte de uma pessoa amada ou uma perda importante.

     

    No entanto, também nos adaptamos a eventos positivos. Nós nos adaptamos a situações que produzem prazer e alegria, a ponto de pararmos de avaliá-las e elas deixarem de produzir satisfação.

     

    Essa é a razão pela qual muitas pessoas não se sentem satisfeitas, embora aparentemente tenham tudo que precisam para serem felizes.

     

    Gratidão como um caminho para alcançar a felicidade

     

    Na parábola, as circunstâncias em que o homem vivia não mudavam, o que mudou radicalmente foi a sua maneira de ver a realidade. Isso não significa renunciar e levar uma vida amargurada. Nem significa desistir dos nossos sonhos. Significa apenas ser capaz de ver o lado positivo da situação em que nos encontramos e experimentar gratidão.

     

    Durante séculos, o budismo afirmou que a gratidão é a chave para a felicidade e a paz interior. Agora diferentes experimentos psicológicos provaram isso.

     

    O poder da gratidão é porque transforma o que temos em suficiente. Em vez de nos concentrarmos no que nos falta e ver apenas as coisas negativas, aprendemos a focar no lado positivo e valorizar muito mais o que temos. Embora estejamos conscientes de que há espaço para melhorias, somos capazes de ver a vida a partir de uma perspectiva mais positiva que ajuda a tolerar melhor o que nos incomoda.

     

    *Bem Mais Mulher

  • Sexta-Feira, 15/06/2018

    A maturidade

    Seja quem você é. Nunca tente ser outro e você ficará maduro.

     

    Maturidade é aceitar a responsabilidade de ser você mesmo, a qualquer preço.

     

    Arriscar tudo para ser você mesmo. Isso é o que é a maturidade.

     

    *Osho

  • Quinta-Feira, 14/06/2018

    O silêncio é a oração dos sábios: porquê se calar é o melhor

    Augusto Cury ensina isso nos livros dele, mas aprendi que o silêncio é a oração dos sábios com meu Avô, desde pequena. Ele era aquela pessoa que quando todo mundo falava junto, numa típica discussão familiar de fim de domingo, chegava e todos se calavam.

     

    Ele falava pouco. Mas quando falava, era como dar uma chicotada em cada um. Aprendi com ele a falar menos e ouvir mais. O silêncio é a oração dos inteligentes. Ele é tão poderoso que evita brigas.

     

    Sabe quando alguém está maluco pra brigar e fica te infernizando? Quando alguém te traz uma fofoca e diz pra você tirar satisfação? Quando a pessoa te fala muitos desaforos sem a mínima necessidade?

     

    Você tem vontade de matar a pessoa com palavras, certo? Eu também era assim. Durante a minha adolescência, eu era do tipo “não levo desaforo pra casa”. Hoje, mais madura, aos 30, aprendi que me calar é sinal de inteligência. Hoje sou da turma do “imbecis, eu deixo no vácuo”.

     

    Enquanto você for da galera que não leva desaforo pra casa, você cria ao seu redor um ambiente de intrigas. Fulano, colega de trabalho, falou mal de você? Vai tirar satisfação por que? Vai ganhar o que com isso, além de mais motivos pra pessoa te maldizer?

     

    Viu como o silêncio é a oração dos sábios? Você tira satisfação, briga e perde o emprego! Tem até um ensinamento que li em um livro, acho até que do Cury mesmo: você pegue um copo d’água, beba, mas não engula. Se conseguir por 2 minutos não engolir a água, terá forças pra não brigar.

     

    Se durante uma discussão entre você e outra pessoa, você for quem se cala e permanece calada por uns minutos, você é a mais forte. E a discussão termina. O silêncio é a oração mais inteligente a fazer numa discussão que os ânimos estão fervendo. Isso só serve pra causar mágoas. Se cale!

     

    Antes de se calar diga: “chega! Isso não vai nos levar à nada. Eu vou me calar”. E mantenha-se firma, em silêncio. Se preciso for, morda a língua. Cante uma música em sua mente. Permaneça com o rosto sério e não fale nada.

     

    A briga vai acabar. Você foi a parte mais sábia e madura da situação. Quando eu era da turma do “não levo desaforo pra casa”, em tudo eu tinha que ser a última a falar. Achava que com isso eu colocava moral. Meu Avô penou pra me convencer de que era mais inteligente me calar.

     

    Quem se cala e deixa o outro no vácuo, é o mais forte. O mais maduro e seguro de si. Não é fácil, de fato. Requer treinamento e muita autoconfiança. Mas quando você deixar a primeira pessoa briguenta de lado, quando a deixar no vácuo no whats, ou sair e dar as costas; você vai gostar.

     

    Quando entender o poder de se calar, vai internalizar que o silêncio é a oração dos sábios. Quando você fica na sua, você não sai do seu espírito de paz. Quem quer brigar, vai brigar. Mas não será com você.


    É mais maduro se calar. Deixar o outro falar até babar. Vai por mim!


    *Gabi Barboza

  • Quarta-Feira, 13/06/2018

    É preciso ir embora

    Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.


    Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso. É preciso ir embora.

     

    Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo!

     

    O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália.

     

    Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.


    Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quando voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.

     

    As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.

     

    *Alinne Souza

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